Amor Canino

A fofinha da Margot, desde o comecinho da minha gestação, senta ou deita sempre de costas pra mim, cabeça virada pra porta, em posição de alerta, me defendendo dos perigos do planeta.

Mas hoje ela tá com gases, e essa rabeta sempre apontada pro meu nariz quando ela solta a bombinha. Nem tudo são flores nessa vida de amor canino.

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Novo amor

De repente estou gravida. As primeiras semanas pareceram longas pelas sensações novas e incômodas, mas agora me parecem rápidas demais.

Hoje, com 15 semanas, o “de repente” me parece a hora certa, embora não fosse a programada. A incerteza deu lugar à uma sensação de segurança, força e beira o poder, com essa coisa mística que é estar com uma pessoa em desenvolvimento dentro de si.

“Está tudo na mais santa paz”, me disse o doutor depois de ver os exames e ouvir os batimentos. Minhas alterações de humor e correria de trabalho então estão sendo assimiladas pelo filhote de forma positiva, imagino. Mas como não seria? Cada mulher que encontro pelo caminho me faz uma pequena oração, me da um abraço de amor e manda carinho pro pequeno! Alguns afagos na pança emitem essa energia deliciosa direto pra casinha dele, e isso me faz a cada dia um pouco mais mãe, um pouco mais feliz e um pouco mais segura.

Papai já da tchau e oi, faz carinho e planos. E mamãe acorda de manhã no sábado, coloca uma música gostosa e vai ler/assistir sobre a gravidez e o bebê.

Que os dias continuem repletos de amor e paz, que meu pinguinho de gente tenha saúde e traga mais luz pra esse planeta.

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Obrigada!!!

Eu aprendi a agradecer, na raça e na insistência, quando o mais fácil e natural pra mim era reclamar. Com o tempo as coisas giraram, e o difícil agora é dar foco à parte ruim – por mais nítida que esteja.

A leveza é algo que todos deveriam viver. Quando nos vemos numa maré gostosa por dias, semanas ou meses a fio, fica chato parar pra sofrer. Dá preguiça daquele ar, do esforço louco que é preciso pra se recuperar. Mas as vezes o baque é inegável, então é preciso administrar o sentimento ruim pra que ele não se aprofunde e não se demore.

Eu acredito em treinamento, aprendizado e otimização de sentimentos. É tudo científico: acreditar, querer e se esforçar de um jeito ou de outro acaba dando resultado.

Hoje eu agradeço pelos antigos e novos amigos, pelas pessoas que escolhi estar perto e por tudo que aprendo com isso. Meu amor nasce da admiração, e a cada dia vejo qualidades mais e mais encantadoras nos amigos queridos.

E volto a agradecer pelos caminhos que escolhi terem me dado exatamente a vida que tenho, com os desafios do tamanho da minha capacidade e os benefícios que trazem equilíbrio e ânimo pra me manter nos trilhos – e feliz.

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Tempo tempo, mano velho

O universo andou me dando recados. De sutis cutucadas a ‘pedalas’ de se revirar, comecei a fazer a leitura. O entendimento visceral passou a dar as caras toda vez que eu dizia que não tenho tempo – me subia uma vergonha de estar falando isso, seja qual for o motivo da desculpinha esfarrapada.

Pois é, more time is not an option. Esse presente precioso que é nossa vida, por conveniência foi dividida em etapas. E cada uma delas pode ser considerada um novo presente, porque todos os dias pessoas de todas as idades, pelos mais diversos motivos deixam a existência humana. E a gente ainda tá por aqui, prontinho pra evoluir.

Daí aproveitando esse refresco que bate quando vira o mês, resolvi me policiar pra não reclamar de tempo, e usar de forma macro esse conhecimento de gerenciamento de processos que tanto me orgulho de dominar. Organizar a vida é a única forma de fazer limonadas com os limões que vão pintando pelo caminho.

E uma coisa eu não me canso de dizer: a própria intenção já faz boa parte do trabalho, pois o universo passa a conspirar pra que as coisas aconteçam, ou sua atenção passa a estar a postos para perceber as coisas com o viés necessário.

=)

Human

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Canina

Essa semana nos deixou minha primeira cachorrinha, Dona Catarina. Uma poodle meio misturada, das patas compridas, pêlo ora branco ora champanhe (ou encardido, como preferirem). Eu sempre quis um cachorro, e quando tive a chance de ter, eu só queria um Beagle chamado Igor. Mas veio um colega da minha mãe, dizendo que a Belinha, novo poodle da família, estava dando alergia no filho, não tinham o que fazer e iriam abandonar ou sacrificar. Na hora que eu soube corremos pro endereço onde ela estava e o senhor me entregou aquela bolinha de pelo desgrenhado e ralo, com uma cor esquisitinha. Morri de amores peguei com uma mão e a deitei do meu lado, com a cabecinha no meu colo. Saí quase sem me despedir. Com um medo doido dele não querer mais doá-la. Acho que mamãe pagou $30,00 pra ele depois no trabalho. Então Belinha se tornou Catarina, como a louca da novela “O Cravo e a Rosa”.

Era pequena, agitada e desengonçada, dava uns pulos hilários, como se fosse uma carneira. Aprendeu a só fazer xixi na grama e a subir em cima da mesa pra comer restos de lanche praticamente no mesmo tempo. Xixi em casa ela nunca mais fez, mas com o tempo passou a ter preguiça de subir na mesa, pra nossa tranqüilidade.

Colocávamos a coleira pra passear e ela fingia estar sendo sufocada. Mesmo sem apertar ou puxar a coleira, o som que ela fazia era puro enforcamento. Assim passou a andar por toda Brasília – e entorno – sem coleira, atrás da minha mãe, prestando atenção pra não se perder, porque mamãe estava super confiante de que Catarina era suficientemente esperta pra acompanhá-la, e nem olhava pra trás.

Catarola, Catara, Catarolina. Não sei se por esse nome humano tão comprido, a bichinha aprendeu a obedecer comandos longos e inusitados. E talvez pelo esforço mental que foi obrigada a dominar por conta dos comandos, se tornou uma figurinha extremamente expressiva e carismática. “Catarina, vem me fazer companhia no banco da frente”, “vou fazer as compras e você fica aqui fora esperando, ok?” ou “Catarina, eu já te disse que você é a última pessoa a sair do elevador” eram comandos compreendidos e obedecidos pela pequena.

Catarina não sabia ser cachorro quando encontrava outros seres da espécie. Nunca cheirava um rabinho de um colega. Sentava e ignorava o outro bichinho, esperando por nós, humanos que nos comunicássemos ou brincássemos com ela. Se encontrava uma criança se sentia ameaçada pelo rival. Algumas vezes abocanhava o calcanhar da criaturinha quando achava que não tinha ninguém olhando. Nunca chegou a machucar ninguém, graças a Deus.

Fazia pipi com a pata levantada, chorava quando os filhotes queriam mamar na ocasião que foi mãe. Pariu revoltada zanzando pelo quintal, foi preciso sair catando os filhotes no caminho. Depois de castrada adotou os bichos de pelúcia, chorava quando os perdia, procurado pelos cômodos. Sempre fingiu que nunca subia no sofá. Mas a marca quentinha sempre estava lá, as vezes acompanhada pelos brinquedinhos.

Ela fugia. Sempre dava umas voltas e retornava no fim do dia, toda imunda de cocô. Sentava na portaria esperando que o porteiro abrisse e ouvia a bronca na maior humildade. Eu a esfregava, lavava com água fria, brigando e ela ficava com um olhar baixo, como se pedisse desculpas pela selvageria. Perdi as contas de quantas vezes isso aconteceu, mas lembro perfeitamente quando ela com uns 4-5 meses entrou no galinheiro na casa da minha bisavó, aterrorizou as galinhas e se cobriu no cocô delas. Foi um presságio. Aff, Catarina… Precisava??

As histórias engraçadas e impressionantes são várias. Já foi tema de mesa de bar por horas a fio. E a última delas foi enfrentar uma pitbull no cio que invadiu seu território, e dessa aventura ela não conseguiu se recuperar.

Foram 11 anos de risada, preocupação, carinho e alegria. Permanecem saudade, amor e gratidão.

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Ê Mundão…

Assistindo a um programa que mostra que os leprosos em sociedades hindus são banidos, pois estariam pagando por algo que fizeram na vida passada; Em seguida, informam que até os anos 80 os homossexuais também sofriam esse tipo de segregação social – pelo que seriam nesta vida.

Na sexta feira da Paixão de Cristo, que todos os corações, independente de religião, sejam abençoados por tolerância, respeito e empatia, e que não tenhamos vergonha das nossas atitudes daqui 20 ou 30 anos.

Keith Haring

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Botão Ranzinzice: ON

– Passei 2 semanas MUITO ranzinza. Percebi que não estava ouvindo música em nenhum momento da vida. Consertei a rotina, melhorei.

– Se o clamado setor ~Noroeste está de pé, o sistema de escoamento de chuvas do próprio não deveria estar?

– Todos. Os. Dias. Todos. Vejo uma barbeiragem insana no SIA. Dessas cabeludas – ou de se descabelar. “Sério que esse caminhão tá na contramão??”;

– Reza a lenda que o programa “Asfalto Novo” do GDF, que vem recapeando pistas e criando retenções inimagináveis desde o ano passado, estão escondendo/tapando os bueiros da cidade, e por isso a água não escoa mais onde antes escoava. Será?

– Meu iPhone tem menos de 6 meses e já tá reiniciando do nada;

– Minha salada favorita veio com cabelo;

– Meu doce na doceria favorita também;

– Tem dias que as coisas do dia-a-dia pesam e irritam mais do que qualquer outra coisa: depilação, encher a garrafa dágua ou fazer as compras do mês;

– Se papai do céu me permitir e o trabalho estiver em dia, eu PROMETO dormir pelo menos 50% de cada um dos jogos da copa esse ano;

– Cansei de sair e sinto sono quando bebo em casa. Junte isso às minhas pálpebras e meu crec sinistrão do quadril: Envelheci aos 30.

– Entendi que não sou mulher de ter melhor amiga. E coincidentemente minhas melhores amigas não tem muito essa coisinha de menininhice não. As vezes piro com isso, mas normalmente não.

Just sayin’. Nada contra.

snif.
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O Brilho dos Olhos

Manter os olhos fechados podem significar descomprimisso e uma opção por ignorar a realidade.

Mas as vezes estar com os olhos fechados é simplesmente um sinônimo de entrega, confiança e paz. De que não é preciso procurar, o que se buscava já foi encontrado ❤️

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Espiritual > Físico

De repente, depois de gritar por socorro, fazer exercícios, encher a cara de clonazepan, resolvi ir até o lugar onde minhas orações se transformam em transe.
Encontrei uma amiga, um guia, concentração, um break do celular e finalmente consegui relaxar.

E hoje simplesmente voltei a ser eu. Piadista, rápida, animada e esperançosa. Assim não há como não vencer ;)

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