Deutsch lernen

Quem disse que a vida é curta pra aprender alemão talvez não tivesse um propósito que o estimulasse o suficiente. É uma língua doida com umas regras gramaticais de lascar, mas eu juro pra vocês que é possível. Eu ainda não falo nada, fico que nem uma bobona fazendo mímica quando preciso falar alguma coisa pra alguém. Mas a audição tá identificando as palavras, a leitura não assusta tanto e hoje eu consigo dar risada da minha incapacidade em falar algumas coisas que hoje não me parecem tão impossíveis.

É difícil, é caro, dá dor de cabeça, você se pergunta POR QUÊ, SENHORA DEOZA? mas a coisa anda. Além disso tem seus encantamentos. É super fonética e o vocabulário é extremamente lógico.

Pode ser meu excesso de otimismo… mas diz aí se não fica mais fácil viver assim? Essa semana eu usei o google tradutor pra mandar 3 emails, mas tentando fazer de uma forma bem simples, usando os tempos verbais que já aprendi e o máximo de vocábulos que já conheço, pois assim facilita que eu consiga compreender/aprender o que eu tô emitindo. Em uma das ocasiões a pessoa elogiou o meu alemão (mal sabe ela que é o do Google), hahaha.

Note to self: v se pronuncia f, ch se pronuncia r, l é aquele l que tem que bater a ponta da língua nos dentes superiores dianteiros, não rola de falar como se fosse o u.

E persistência.

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Que rotina?

Nos últimos anos, se você é minimamente ligado no tema já teve acesso a algumas dezenas de artigos que tratam da culpa materna. Há um crescente movimento contra a romantização maternidade e da gestação. Um Viva a estes processos, porque a gente não merece passar a vida achando que é a única mãe imperfeita do mundo.

Aqui, em meio a uma fofura sem fim e meu eterno encantamento pelo desenvolvimento da pequena, eu tenho sofrido diariamente – e excessivamente – pelo fato dela não estar conseguindo entender a rotina. Estamos na seqüência mudança de casa > mudança de país > sol se pondo antes das 16h > dois anos > escola nova (eu já li sobre uma fase de regressão do padrão de sono aos dois anos, me apeguei ao motivo).

Tô careca de saber que passa. Mas tá sendo duro botar ela pra dormir 2-4 vezes por noite, sempre bem depois das benditas 21h, que foi o horário dela literalmente desde o dia que nasceu.

Fico zonza de tensão conforme as horas da soneca da tarde vão passando. Quando ela acorda e vê que está escuro lá fora é um sacrifício fazê-la entender que ainda não é hora de dormir. Junta tudo isso com o apreço ao “eu não quelo” dos últimos dias… É dureza.

Como mencionei no último post, sou boa em relativizar os sentimentos, então tenho me policiado pra tentar suavizar o meu desespero, hahaha. Mas é difícil e, apesar de estar curtindo a temperatura, o aprendizado e cuidando de tudo pro inverno ser mais suave, eu estou contando os dias pro solstício.

Eu parei há alguns anos de encarar a virada do ano como um recomeço, mas saber que a partir do Natal nossos dias voltam a ser maiores me faz desejar 2017 todos os dias.

Continuo a nadar.

https://www.instagram.com/p/BNUW8cVBxXJ/?taken-by=civinhal

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Evoluindo

Eu tô aqui num dia leve, sem muita coisa na cabeça, tive tempo de estudar, mas aí veio um papo com marido sobre o fato da Luiza ter aparentado estar com saudade dos avós um dia desses.

Eu acho que a forma dela construir a própria relação com a saudade será diferente de tudo o que a gente sente atualmente. Se os prós de estarmos aqui não fossem maiores que esse “pequeno” fato dela crescer longe da família nós não estaríamos aqui. E não estaríamos confiantes e determinados com nossa escolha. Não me preocupo. Acho que as férias no Brasil serão sensacionais. E acho que ela vai chorar no fim assim como eu chorava pra ir embora do Carmo do Paranaíba, onde passava tempo com os primos e tudo era festa.

Daí eu penso em mim, na minha saudade, no meu sofrimento – aquele que eu já mencionei que eu despacho rapidinho. Poucas coisas me causam o buraco no peito que sinto quando vejo foto ou vídeo da Luiza com o Gabriel na chácara da minha mãe. Bu-ra-co. É duro ver que aquilo não tem data pra acontecer de novo, e como estarão grandes quando acontecer.

Ainda bem que por aqui as coisas estão evoluindo, que a pequena gosta da escola, que a matéria no curso de alemão hoje fez algum sentido e que o frio de -5°C ainda me parece gostosinho.

Relativizar sentimentos é uma arte.https://www.instagram.com/p/BNmmYhbhrNu/?taken-by=civinhal

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65 dias

Tivemos uma semana de celebrações: 7 anos de casamento e 2 anos da Luiza.

Hoje completamos 65 dias de Alemanha. Não é nenhum número extraordinário, não há nada de muito grandioso a ser comemorado. Mas já temos um grande apanhado de pequenas conquistas que merecem ser valorizadas, bem como o sol que está brilhando lá fora e deixando o frio de poucos graus – às vezes negativos – um tanto mais afável.

Batemos cabeça, vamos ajustando a rotina, vendo onde erramos e o que devemos repensar. Nada é fácil e nada parece excessivamente difícil. E, como acho que já mencionei por aqui, a Luiza traz uma leveza pra nossa rotina que ameniza a dureza da adaptação. Sabemos que estamos todos muito bem de saúde e cheios de opções pra chamarmos de oportunidades.

Eu venho me contentando muito com pequenas coisas como ver um rosto conhecido pela vizinhança e tentar falar alguma frase que eu considerava impronunciável há 50 dias e ser compreendida algumas vezes. E tem aquelas conquistas relativas à Luiza que considero de médio porte, tais como conseguir uma vaga num bom Kita pra ela, ouvi-la reclamar por ter que ir embora de lá e fazer uma consulta numa pediatra excelente que a examinou enquanto ela cantava – e por conseguinte não chorava. E por fim, ter 5 crianças se divertindo na minha casa pro aniversário de dois anos dela.

O bom de começar uma vida do “zero” em outro país é poder reescrever algumas coisas. Hoje tenho um plano na cabeça de me manter focada nos estudos da língua pra tentar estudar algo em outra área num sistema metade alemão metade inglês. Porém posso começar a trabalhar e diminuir o ritmo do alemão. Posso também fazer um curso 100% em inglês. A palavra de ordem é resiliência. Não há nenhuma ordem a ser seguida – apenas a garantia que devemos estar todos bem.

https://www.instagram.com/p/BNE1WqoB3lb/?taken-by=civinhal
Hoje eu sei que estamos melhores, mais felizes, mais focados e mais assertivos do que há 3 anos, e que ajustes são necessários. Feliz 65 dias de Berlim pra gente =)

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Minha Bolha

Eu não diria que choro de saudade. Sou chorona, mas o que dispara meu choro normalmente é a lindeza, não o sorfimento. Eu chorei por diversas vezes desde que pus meus pés em Berlim e, confesso que, na maioria das vezes, o motivo era uma luz dourada batendo num prédio bonito, uma cena cheia de humanidade ou o desenho do horizonte harmonizando com o céu.

Por herança espiritual ou criação (ou por nenhum motivo) eu nunca fui daquelas pessoas que antes da terceira cerveja beija/abraça/distribui contato físico aleatoriamente sem constrangimento. As pessoas precisavam de um certo status na minha cabeça pra invadirem a bolha que delineava meu espaço físico. Ironicamente eu fiz muitos amigos explicando/satirizando minha Teoria da Bolha no fim dos anos 90 e início dos anos 2000.

Com isso, por anos tive a percepção de que não gostava de gente – que na verdade é de longe o meu maior interesse. Levei um bom tempo entendendo que cada coisa é uma coisa e passei a me expressar melhor – e melhor ainda por escrito. Meus abraços existem, são ótimos e os distribuo às pessoas mais queridas do meu mundo.

Eu acredito na capacidade de resiliência das pessoas e, de certo modo, na reprogramação que podemos fazer ao buscarmos novos significados para as sensações de sempre. Não desmereço nenhuma dor e acho que toda ressignificação real acontece de forma gradativa; com entendimento, aceitação, busca interna e por fim a vivência (ou Entrego-Confio-Aceito-Agradeço). Vejam que, quando enumero o processo, não tenho nenhuma propriedade para instaurar tais etapas como verdade. É uma mera análise do que minha terapia me ensinou e como eu consigo lidar com as adversidades automaticamente hoje em dia.

Quando sinto saudade e meus olhos se enchem de lágrimas eu foco na percepção de que é um privilégio poder estar aqui do outro lado do Atlântico, com mil planos e no meio de tanta coisa nova pra aprender e me inspirar. No fim sinto gratidão por ter gente tão querida que me deixa marcas tão positivas na existência e dou um sorriso. Em poucas ocasiões a angústia veio, mas foi assim que a mandei embora… com amor.

Já disse disse que temos sofá cama? Aguardando visitas e abraços.

Desse jeito
Desse jeito
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Vocabulário dos 23 meses

Eu venho fazendo notas mentais das maravilhas que Luiza diz, porém já faz um tempo que ela tem muita propriedade pra dizer o que quer, e a dicção está cada dia mais “adulta” (o que é engraçado pelo tamanico dela e meio triste pois ela raramente solta um termo bebezento). Sendo assim, por escrito perde toda a graça; não tem como demonstrar a entonação, a pequenez da voz nem os trejeitinhos.

Enfim nos últimos dias, talvez pelo excesso de informação que ela vem recebendo, o cérebro da pequena começou a dar uns nós. Daí eu penso: agora sim temos conteúdo pra um post, haha.

Luiza tem confundido a palavra consegui com consertei. Com isso ela tenta subir em algo e fala “eu não conserto”. Termina um quebra cabeça e fala “eu consertei” – o que faz todo o sentido do mundo. E quando o pai põe pilha em algo ela fala que ele consegou.

“Tá” e “Já” também estão dando trabalho. “Eu tá acordei, mamãe”. “O Bebel já dormindo, Golias já dormindo, Papai já dormindo…”.

Ela confunde a tia Joice com o George irmão da Peppa. Então vê a foto da tia e fala “tia George”. Essa semana encontramos a tia Ju e o tio Guigo, ela chegou em casa perguntando pela tia Gugu.

Eu a vi carregando uma sacola de mercado com estampa de gato. “Filha, onde você vai com a bolsa do gatinho?”. E ela responde “É sacola” (hahah). Outro dia ela queria perguntar sobre, mas esqueceu a palavra, daí disse “cadê aaaa… aaaa… aaaa… aaa… a caixa do gatinho?”. Sim, porque na sacola se guardam as coisas, assim como na caixa. Justíssima troca.

Até um dia desses ela dizia Dipuca quando queria falar desculpa. Agora é deculpa. Reconhece a letra U pra todo lado que vai, por conta do metrô daqui. Adora números, eu digo: “olha filha! Dois gatinhos!” e ela olha pros mesmos dois e diz “olha, quatro gatinhos!”. Papai fez dez anos, tia dinda tem quatro.

Essa noite ela estava um pouco febril e às 3h00 da manhã sentou na cama e disse “quelo ver Pocoyo na telesão” e ela mesmo respondeu “Telesão tá istagado. Não. Telesão tá dumindo, tá cansado… Papai tá cansado, Luiza tá cansado, a Galinha Pitadiha tá cansado… telesão tá cansado…”

A falação não pára durante o sono. Entre uma virada e outra ela balbucia coisas como “eu quelo dançar na sala”, “melancia”, “a bolinha lalanja caiu”, “cuidado Qua-qua!” e um quase que diário “papaiiiii? papaiiii?” seguido de nada.

Nós 3
Nós 3

Em menos de um mês completaremos 2 anos dessa viagem louca que é ser mãe/pai/filha. Ela nos encoraja e alegra todos os dias, nos dá novas perspectivas pra todos os olhares e ajuda a trazer paz pros nossos corações. Todos os dias. A gratidão só aumenta, o amor também.

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fando y lis

¿Si eres un gran pianista, y te corto un brazo, que haces? -Me dedico a pintar
¿Si eres un gran pintor, y te corto el otro brazo, que haces? -Me dedico a bailar
¿Si eres un gran bailarín, y te corto las piernas, que haces? -Me dedico a cantar.
¿Si eres un gran cantante, y te corto la arganta, que haces? -Como estoy muerto, pido que con mi piel se fabrique un hermoso tambor.
¿Y si quemo el tambor que haces? -Me convierto en una nube que tome todas las formas.
¿Y si la nube se disuelve que haces? -Me convierto en lluvia y hago que nazcan las hierbas.
¡GANASTE!!,
Me sentiré muy solo el día que no estés… -Si algún día te sientes solo busca la maravillosa ciudad de tar…

alejandro jodorowsky

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Dois lados de uma mesma moeda

PRIMEIRO ATO

Ontem fomos ao Jungenamt atrás do Kita Gutschein pra podermos colocar Luiza no KiTa.

(Viram como eu disse ali umas palavras que só fazem sentido aqui? Pois é, essa é minha esperança. Eu vou aprender alemão, aguarde e confie)

O Jungenamt é o nosso juizado de menores e, ao contrário do Brasil, pra matricular um filho na escolinha (Kita) devemos ter uma “autorização” – literalmente um voucher (Gutschein) – dizendo por quantas horas você pode deixá-lo lá. Posso estar perdendo alguns pontos da explicação, mas basicamente é isso.

Daí uma amiga me ajudou preenchendo os documentos online e eu reuni todos os dados necessários (registro de residência na cidade, cópias de passaporte e matrícula no curso de alemão – ainda faltou o documento que comprova o trabalho do Fabricio). Sim, amigos, estamos num país extremamente burocrático. A diferença é que aqui a burocracia não é redundante, ela é extensa porém direta.

Enfim, depois de um grande esforço pra entender onde era o local onde eu deveria entregar a documentação, jogamos o endereço no Google Maps nosso mais fiel escudeiro e tomamos dois ônibus até lá. Chegamos cerca de 20 min antes do fim do horário de atendimento. No primeiro ponto eu perguntei se podia falar inglês, o rapaz me respondeu que não – em alemão, claro. Apontei pro documento que eu tinha em mãos e ele me respondeu em inglês pra eu ir até o Infopoint.

Sim, eles me parecem confusos às vezes.

No Infopoint, que era bem na porta desse prédio gigante e lindo – que eu me arrependo no momento por não ter fotografado, mas o farei em breve – eu fiquei esperando até que algum dos dois pontos de atendimento vagassem. Porque já aprendi aqui que você aborda o atendente, e não o contrário.

Neste momento, meus amigos, algo muito emocionante me aconteceu: eu proferi meia dúzia de palavras em alemão e… ELA ME ENTENDEU! (inserir fogos de artifício aqui) Eu tive muito orgulho de mim por ter conseguido me comunicar. Mas obviamente não entendi praticamente nada do que ela me disse. Só post e haus, logo eu soube que me mandariam o que quer que fosse pelo correio. Claro, fiquei insegura e pedi minha amiga pra perguntar se era isso mesmo pelo áudio do whatsapp, que eu mostrei pra tia e mandei outro de volta com a resposta pra ela me confirmar.

Resultado: funcionou. Preciso voltar lá pra terminar de entregar a documentação, mas o processo está encaminhado.

SEGUNDO ATO

No Kita, preenchendo o papel de requerimento de vaga (sim, porque não basta o voucher, você ainda luta até conseguir uma vaga).

Atendente: Endereço?
Cintia: Merseburger strasse
A: Bitte?
C: Merseburger strasse
A: Sorry, I don’t get it.
C: Merseburger strasse. Let me show you (e abro o Google Maps mostrando o nome da rua)
A: Ah, ok. Merseburger strasse.
C: Como vocês pronunciam em alemão?
A: Merseburger strasse.
(este diálogo aconteceu em inglês)

Eu juro que falei a mesma coisa que ouvi. Juro. Ela só disse mais devagar. Tem alguma coisa muito errada.

Sim, às vezes eu pareço confusa pra eles.

E a aventura continua.

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toc toc toc

Eu já disse que nossa chegada tem sido suave?

Gente, nenhuma expatriação é serena. Nem as mais suaves. Ela tem sido relativamente branda, agraciada pelo humor da Luiza que ama “todo mundo” (segundo ela mesma) e por diversos anjos sem asas que Deus nos enviou em forma de amigos. Mas a gente estranha, né? Acho que é isso, deve ser um estranhamento.

Eu sempre agradeço pelos desafios que tenho pela frente. Costumo dizer que foco num problema de médio prazo de solução pra ir direcionando minha energia de forma otimizada e ir calculando o tempo das coisas. Mas na verdade é só um jeito de diminuir a ansiedade, já que a vida é essa sequência doida de coisas a serem resolvidas com breves momentos de relaxamento entre eles.

E falando em ansiedade, na semana passada eu dei uma piradinha. Foram 3 dias de muita ansiedade coroados por TOC. Não foi nem perto das grandes crises que já tive na vida – pudera, depois de tanto tempo, esforço, tratamento, auto conhecimento, conexão espiritual… as coisas mudam. Amém.

De um instante pra outro voltei a sentir aqueles impasses desconexos, necessidade de ordenar as coisas, cores e posições, incômodo com as texturas e os cheiros e meus dias ficaram repletos de pequenos rituais com intuito de ordem, porém causando um caos absoluto. A angústia de ter sintomas dos quais me livrei há tanto tempo misturada à certeza de que isso não me pertence e um vestígio de medo daquilo não ir embora. Mas foi. Ufa.

Lembrei das amigas dizendo que quando “a ficha caísse” eu poderia me sentir abalada. Mas sendo isto uma certeza, eu acredito que estou bem preparada pra instabilidade, pra saudade, pros choros, pra reclamar do frio… A mudança de continente está sendo guiada por um sentimento de plenitude e pela vontade do desafio. Não apenas pelo bom, mas pela aceitação de que o difícil não é ruim.

Enfim, ainda consternada eu conversei com algumas outras mães que saíram do país e que também passam pelos desafios que tenho encontrado, falei com meu amado primo que é psiquiatra, fiz listas mentais e físicas, resolvi fazer o avesso do que meu instinto me pedia… e dois dias depois o incômodo cessou.

Tenho uma leve sensação de que pode ter sido algo que me surgiu por um motivo hormonal, dentre outros tantos motivos. E mesmo sem ter a menor idéia da razão eu tenho a certeza de que essa assombração de transtorno me apareceu pra eu me cuidar. Pra ter cautela, buscar saúde e ser empática com as pessoas que piram longe de casa. Porque nossa casa quem identifica é o coração – e o meu identificou essa daqui. Só que colo de mãe, casa de vó e risada com os amigos são minha casa, tanto quanto esse chão que piso.

A distância as vezes se transforma em sintomas ingratos. Que demorem a voltar e sejam cada vez mais breves.

E que a temporada de visitas comece logo!

fonte: http://www.hypeness.com.br/2015/05/artista-mostra-em-12-retratos-emocionantes-a-luta-diaria-que-trava-entre-a-depressao-e-a-ansiedade/
“Um copo d’água não é pesado. Você quase não percebe quando precisa segurar um. Mas e se você não pudesse esvaziá-lo ou colocá-lo na mesa? E se você precisasse segurar seu peso por dias… meses… anos? O peso não muda, mas o fardo sim. Em um certo ponto, você não consegue se lembrar o quão leve ele era. Às vezes é necessário dar tudo de si para fingir que ele não está lá. E às vezes, tudo o que você precisa fazer é deixá-lo cair.”
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