Crise (Still)

Nos dias aéreos eu me sinto mais jovem. Não pela disposição, mas pelo sentimento de deslocamento e falta de foco. Sempre levemente mais brando do que naquele tempo, mas a mesma sensação.

Que não descanso porque não durmo bem, mas não durmo bem porque não encerrei algum processo, e não encerro o processo porque estou sem energia pra cobrar, pois não descanso bem…

Foco nos bons fluidos, nas piadinhas infames, na bênção que é estar onde estou e ter saúde. Orar pelos amigos, pelo marido e pela família. Tentar reencontrar aquela força interior, que chega pequenininha e toma conta da gente.

Pelo menos a gente sabe como ninguém que vai passar, rs. Raaaaaaala mandada!

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Para o alto e avante!

Auto conhecimento é o que há de mais divino. Te ajuda a tomar os melhores caminhos, perceber o que importa, valorizar o que faz bem. E não tem fim! Quanto mais nos conhecemos, mais evoluímos e temos outras coisas a descobrir. Pra mim é o que me faz sentir a força maior, que Deus deu a cada um de nós. É tratar bem o presente que Ele te deu – seu corpo e sua energia vital.

Analisar e melhorar a si mesmo te deixa mais próximo do céu! ❤️

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Crise #648

Passei uma semana super inconstante. Nada de TPM, nada de enxaqueca. Apenas uma dificuldade de fazer o que não fosse estritamente essencial. Entre carnaval e o resto da semana, praticamente me limitei a arrumar a casa, visitar a mamãe no hospital e trabalhar muito. E cada hora me pareceu pesada. E o cansaço aparecia antes e maior do que o padrão.

Depois de 3 dias focada na reposição da minha energia – com exercícios, estudos e muito descanso – aqui estou num raro estado insone. Preocupações das mais diversas condensadas numa noite de domingo/segunda: os elefantes do circo, gatos e cachorros abandonados, machismo, as contas a pagar, minha alimentação, o desconforto da minha cachorrinha que está no cio, estratégias pro trabalho, e tudo isso coroado pelo som de um vazamento de água saindo do meu banheiro – que me remete ao texto que li recentemente sobre a criação do hábito das garrafinhas de água e a quantidade de lixo que estamos produzindo… Imaginou?

Yeah. Não tem fim.

Esses pensamentos cíclicos já foram basicamente a forma que meu cérebro trabalhava. Conheço bem esse funcionamento, e nessa hora uma série de comportamentos malucos tomam conta de mim. Levantei, arrumei o sofá, coloquei os telefones e controles paralelos uns aos outros, guardei o que estava sobrando e empilhei as almofadas, endireitei as cadeiras e resolvi escrever pra redirecionar o bolo.

Que me lembra outra história….

Com 19 anos eu tive uma crise depressiva e, sem saber do que se tratava, fui a um médico que em menos de 5 minutos me “diagnosticou” e me passou uma série de textos pra ler e remédios da moda. Por muito tempo sofri com essa questão, sem entender o que sentia nem o que estava acontecendo. Entrei e saí de tratamentos diversos e boa parte das minhas lembranças dessa fase são turvas.

Foi quando, meio que por acaso, comecei a investir em auto conhecimento, por meio de textos e terapias das mais diversas. Quase 10 anos depois do inicio dessa jornada, vejo que o doutor maluquinho que me mandou aprender sobre TOC não estava de todo errado. Minhas ansiedades se escondem num comportamento obsessivo, que hoje consigo facilmente identificar e usar a meu favor.

Voltando ao presente: são 2:00 da manhã e eu estou presa num mundo infinito de intenções. Solução imediata: listas (thanks, Evernote!) pra mensurar o que é meu, mentalizar estratégias e dar vazão. Segundo passo: intensificar as atividades aeróbicas essa semana pra suar a maluquice e, no devido tempo, eliminar os itens da lista.

No fim vou perceber que os motivos que transitam pela mente nesse momento, pouco ou nada tem a ver com a fonte da ansiedade – o que me faz pensar 50 vezes antes de empurrar a frustração na família e nos amigos. E mais uma vez terei uma boa dose de aprendizado sobre meu corpo, meus limites e mais ferramentas pra otimizar a forma doida que eu funciono.

O que sei desde já é que: também vai passar :)

Dica: http://youtu.be/V0gquwUQ-b0

Vale cada segundo.

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Pelo Amanhã.

Num dia em que tudo pareceu mais duro – com mamãe hospitalizada, projetos importantes saindo escopo, sorriso difícil, horas pesadas – não achei digno chorar… embora tenha passado boa parte do tempo segurando as lágrimas.

A maior vitória é chegar no fim desse dia e conseguir perceber motivos pra agradecer, respirar fundo buscando a vitalidade que hoje não apareceu e sabendo que as complicações de agora são o maior estímulo pra buscar a melhor solução amanhã.

Não dispersar a energia, manter foco, força e fé. Veja bem: não desperdiçar energia, que a demanda tá alta.

Hoje depois de horas tentado entender onde estava minha capa de super heroína, minhas piadas e minha tão batalhada leveza, parei pra pensar. Recebi carinho gratuito de gente linda.

Deus me deu amigos que são capazes de me dar verdadeiras injeções de ânimo com poucas palavras. Gente que me inspira e me faz parecer importante ❤️

Um grande viva ao amanhã! Levemente contido, porque vamos precisar dessa energia jajá.

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Blue Eyes – Brown Eyes

Eu revi ha um tempo o documentário dos anos 80: “Blue Eyes – Brown Eyes” e chorei quase o tempo todo. É cruel, porém nos faz pensar muito nas condições em que nossos semelhantes vivem. Enquanto isso vemos um elefante e um cachorro como melhores amigos, e os humanos “racionais” destratam homossexuais, negros, mulheres, pobres, etc.

Em uma parte a autora do experimento fala que enquanto houver omissão da parte que percebe o problema – não o oprimido -, não haverá solução.

O bom e velho “denuncie”. Tome parte. Avise. Previna. Ensine.

Desde então eu passei a me questionar. O que faço pra evitar as situações com as quais discordo? E sinceramente, tenho encontrado muito pouco. Quase nada =(

Pros interessados, vale cada segundo dos 93 minutos que você precisa disponibilizar pra ver tudo.

http://www.youtube.com/watch?v=QD5HrT8PNr4

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Maldito plano físico

Sabe aquele machucado que você puxa a pelinha e faz um rombo muito maior? É a prova bruta da minha cabeça dura. Arrependimento, dor e gastura me tirando o sono.

Se fosse uma questão intelectual eu não teria repetido o mesmíssimo erro pela centésima vez aos 30 anos.

Aff… Um dia eu aprendo :(

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O norte é meu

Como eu já disse no about me desse blog, eu gosto de gente. Sou apaixonada pelo conhecimento despretensioso que podemos adquirir numa mesa de amigos falando bobagens. A percepção que temos de algo depende apenas dos nossos filtros.

As vezes me pego agradecendo aos céus pelo bem estar que tenho sentido, e percebo num flashback que nada veio de graça. Tudo foi meticulosamente moldado pelo livre abítrio, o bom e velho: “és responsável pelo que cativas”. O que não quer dizer que não devo agradecer.

Independente da crença de cada um, eu creio que a energia vital que temos dentro de nós é divina, e é por isso que temos o dom e o poder de mudar o nosso destino. Não viemos ao mundo pra sofrer, nem pré-destinados a nada que não nos cause orgulho. E isso, pra mim, é obra de Deus.

O fruto da inspiração de hoje? Encontrinho de amigos em plena segunda, cheio de amor e risadas. Se aquelas criaturinhas não forem anjos na minha vida, não sei mais o que são <3

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Tem medo?

Há alguns meses estive no Rio de Janeiro com amigos, e me surpreendi ao me ver tranquilamente indo/voltando do apartamento para o barzinho a noite, a pé.

Não me recordo da última vez que caminhei pelas ruas de Brasília após as 20h00. Definitivamente faz mais de 10 anos. Por um senso de auto preservação, declarei meu próprio toque de recolher.

Acho que me antecipei. O ano de 2014 está me chocando diariamente, com notícias de assaltos, tiros, sequestros, violência aleatória.

Ontem tive o desprazer de assistir ao noticiário local. Um vídeo mostrava um assaltante sendo pego após um furto em um ônibus. Foram necessários 3 policiais e um transeunte pra conseguirem algemar o bandido que se debatia e agredia os policiais, reagindo à prisão. O EXTREMO DESPREPARO dos policiais é gritante! A arma do policial chega a cair no chão! Uma cena digna de uma comédia policial.

Já era sabido que o DF tem as regiões mais violentas do país. E me incomodava o fato da nossa Bras-ilha estar alheia à isso, na nossa bolha imaginária do Plano Piloto. E a bolha estourou.

Eu não sei sobre vocês, mas eu não tenho a intenção de passar os próximos anos vendo esse cerco se fechar cada vez mais, e tendo que engolir o caos dessa polícia – para a qual eu precisarei de um outro post pra comentar.

eu quis

E vai melhorar? Além da trapapolícia, vai vendo como estão sendo tratadas as crianças e adolescentes por aí…

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À Merda. Bom dia.

Enquanto eu tive dificuldade em lidar com meu eu, me achava incapaz de muita coisa. Enquanto acreditei na força dos genes para definição de personalidade – fato pregado a torto e direito nas ~Minhas Gerais~ – e enquanto meu inconsciente achava que pra SENTIR era preciso SOFRER, era assim que eu vivia. Sofrendo. Com dor daqui e dor dali. As minhas dores, as dos outros, as que eu criava e as que criavam pra mim. Um pouco vindo da aceitação que aprendi a ter desde sempre, com medo de decepcionar os outros.

Hoje eu acredito que nossos limites são guiados pelas crenças que temos em nós mesmos. E a (i)limitação geralmente vem no tamanho no input que nos dão – e que aceitamos. Tenho a sorte de ter um marido que acredita no meu potencial e trabalhar com uma equipe que sempre me põe pra cima, além de todas as figuras amadas que tanto me inspiram no meu viver.

Minha energia baixou na última semana, principalmente pelo fato de ter passado pela terceira crise de enxaqueca em menos de um mês. E pela nítida sensação de que eu as tenho quando não consigo “digerir” sentimentos negativos, e muito menos mandá-los à PQP.

Gostaria, portanto, com esse post, formalizar um grandessíssimo À MERDA à todos os meus abacaxis e aos centralizadores de problemas alheios como eu =)

Bom dia.

fraase

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