Imagina na Copa #563

No início da semana ficamos sabendo de uma amiga da família que veio da Austrália ao Brasil passar férias com o seu bebê. Na conexão, depois da alfândega a mala dela DESAPARECEU. Simples assim. Eram todas as roupas para ficar um mês, tanto ela quanto o filhote. A cia aérea a ofereceu algo em torno de R$ 300,00 para indeniza-la. Ok.

Aproveitando esse belíssimo gancho venho agora chorar minhas míseras pitanguinhas. Quando tanta coisa acontece num mesmo dia eu gosto de pensar que é praticamente um evento de sorte. Não faz sentido e mas não vou deixar ninguém me desanimar 😛

1 – Pegadinhaaaaa
Ontem no fim do dia recebi uma mensagem da LAN Chile me informando que os vôos os quais eu e o marido escolhemos e pagamos há 6 meses haviam sido reagendados. Isso implicava em passarmos uma noite desnecessária em SP – com hotel pago em Santiago – e na volta teríamos que fazer a proeza de chegar no Brasil as 16h20 e pegar um vôo SP – BSB as 12h30. Depois de 6 ou 7 telefonemas, horas e horas a fio e uma noite praticamente sem dormir conseguimos nos reorganizar para estarmos em Santiago na data correta, ainda que com horas de atraso, e teremos de “brinde” um belíssimo chá de cadeira em Buenos Aires. Dançaremos um tango antes de agitarmos no Lollapalooza. Acho digno.

2 – Empenho é tudo
Fui a uma reunião no Iguatemi Shopping e aproveitei para ir até uma loja na qual recentemente havia visto uma calça super skinny nomeada rocker em promoção. Procurei por alguns minutos alguém pra me atender na loja, não tinha ninguém. De repente apareceu uma moça com cara de pouquíssimos amigos. Vai o diálogo:

– Oi, boa tarde! Vocês tem calça super skinny 38?
– Não.
– Mas nenhuma? De nenhuma cor?
– Até tem, mas são essas estampadas ó (fazendo cara de quem acha horrível).
– Ok, vou dar uma olhada nas outras coisas então, obrigada!

Achei 3 modelos de calça skinny no cabideiro de calças lisas, sem estampa. Fui pro provador. Escolhi uma, levei diretamente pro caixa antes que eu me encantasse por algo mais. Continuei simpática e sorrindo, até consegui fazer a mocinha soltar um sorrisinho. Mas olhem só, que surpresa: o dispositivo anti-furto veio preso na calça 🙂

3 – Ah tá! Tudo bem então 😉
Saímos pra almoçar. Passamos num self service baratinho aqui perto de casa que já ha um tempo não frequentávamos. botei uns 200g de comida no prato, porque tudo tava meio feio. Quando provei o sal era tão forte que não consegui comer e já fui logo pagar. Marido não quis nem se atrever a fazer um prato. Segui pro caixa e comentei com a moça que não consegui comer. Ela respondeu um debochado E?

Olha moça, “e” eu não volto mais aqui. Simples assim. Mas né? tenho uma viagem pra fazer, um fim de semana no Chile pra ser feliz, só disse e nada, só estou avisando caso vocês queiram tomar providências.

Daí chegou o dono e ela comentou o papo com ele. Ele se voltou pra mim e perguntou o que estava salgado. Respondi que achava que era a soja.

– Ah, não fui eu quem fiz…

 

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Agora passarei meus próximos 5 dias passeando por essa América Latina de meu Deus, e vai ficar aquela vontadinha de fugir desse país tão lindo, tão rico e tão maltratado.

But I’ll come back.

O canto dessa cidade é meeeeeu

No meio de um turbilhão de ações anti-Feliciano (que não me representa) e pró união homoafetiva, resolvi comentar e fazer uma piadinha aproveitando o assunto do dia: Daniela Mercury saindo do armário. Pois bem, minhas palavras foram exatamente:

trending today: Daniela Mercury. Atitude sensacional, curto muito, tô agradecida pela exposição de um amor tão lindo. Agora alguém tira “a cor dessa cidade” da minha cabeça? :~

Pois bem. Qual não foi a minha surpresa quando fui repreendida por ter dito isso. Recebi um veemente e rancoroso “O que você quer dizer com isso?” seguido de um yada-yada que me desencadeou uma enxaqueca. Nessa hora eu percebo o quanto o mundo é bonito na minha cabeça, e o quanto as pessoas que nem imaginamos estão recheadas de pensamentos retrógrados e preconceito.

Eu bem desde sempre acredito que desde que o mundo é mundo existem gays, lésbicas e intolerância. E acredito que amor não traz mal a ninguém. O fato é que venho de uma família mineira, do interior, onde o tradicionalismo e o conservadorismo são o padrão esperado. Talvez seja por isso que passei tantos anos da minha vida sendo introvertida, caladinha e me questionando se meu jeito estava certo. Veja bem: não sou lésbica, não sou contraventora, nem artista, rs… Casei, penso em constituir família, gosto de trabalhar em horário comercial, pago minhas contas e não sou a favor de passar os outros pra trás em benefício próprio. Mas isso não é o suficiente pra não horrorizar as Joelmas da vida. Eu também devo evitar emitir minha opinião libertária, de quem não se ofende e torce pela felicidade alheia.

Na minha humilde opinião, pecado é fazer mal ao outro ou a si mesmo. E por mais que a dualidade do certo e errado seja relativa eu continuo me surpreendendo pelo fato das pessoas se irritarem com o diferente de si mesmo. Afinal, se as pessoas se amam desde que o mundo é mundo independentemente de seus gêneros, pra que deixar a invenção humana da intolerância trazer rancor pras nossas vidas? Que bobagem… Isso não é errado? hshshs

Mesmo vendo todas as curtidas do meu post, vindos de “gente de bem” senti a necessidade de me explicar:

A quem possa interessar, ainda sou hétero, casadíssima e torço por um mundo com mais amor e respeito. Pra quem riu da minha piada meu beijo, pra quem se ofende com a opinião alheia meus votos de felicidade e tolerância =)

Pela alegria retratada nas fotos eu duvido que Daniela Mercury tá enchendo o saco de alguém que tem a opinião diferente da dela.

Post de quem hoje descobriu que “mais amor, por favor” é altamente transgressor |_|

Keep Swimming

Já ha algum tempo eu vinha me questionando sobre o que fazer a respeito do meu futuro. Pelo tempo que tenho no mercado publicitário de Brasília eu via que, se quiser continuar morando por aqui e ao mesmo tempo ter crescimento profissional, seria necessário mudar um tantinho meu objeto principal de trabalho.
Sempre gostei de marketing, de trabalhar com projetos mais amplos e todas as variáveis que a área me permite. Com o tempo fui sendo levada pela maré e acabei passando alguns anos como produtora, que na minha mais pessimista opinião é uma mínima parte da publicidade, que é uma mínima parte do marketing.  Um cisquinho.
Além disso, por uma facilidade natural e um gosto por tarefas tidas como chatas pela maior parte das pessoas da minha área fui estudando estruturas e processos, dando continuidade a uma parte da minha pós da qual gostei muito e que é nitidamente um grande problema dentro do universo dos comunicólogos.
Comecei a procurar por trabalhos voltados à otimização da metodologia de trabalho dentro da agência e da melhoria da comunicação agência-cliente, visando aumento de lucro e minimização dos pontos fracos. Percebi que por todos os trabalhos pelos quais passei eu acabava deixando meu legado nesse sentido, o que sempre me deu muito orgulho e me dá a experiência e base necessárias para viabilizar novos projetos.
Consegui ótimos clientes em potencial, bastante interessados, mas esse tipo de atividade – por ser pouco palpável – não é fácil de ser vendida.

A expectativa de colaborar com clientes e agências em sua comunicação e seu dia a dia continua. E por enquanto vou seguindo a maré com uma nova oportunidade de aprendizado e novo objeto de estudo: Marketing Online.

Veremos o que sairá desse bolo 😉

Parque