PTY

(achado nos rascunhos, me causando saudade)IMG_9624

(agosto de 2014)

Panamá do calor surreal, de umidade extrema, de crianças por todos os lados (percepção seletiva?), de bebês que olham e sorriem pra gente de graça (luminosidade alterada?), de gente orgulhosa e educada, onde quem chama atenção pela malcriação são gringos branquelos.
O abacaxi é o mais amarelinho, doce e suculento que já vi. A salada de feijão é um sonho. Porém não tive muita sorte com a carne, por enquanto.
O trânsito de padrões indianos é um espetáculo a parte: tema, tenha paciência e ria. Ninguém aqui está preocupado, com pressa ou evitando parar/buzinar no meio da avenida sem motivo aparente.
O asseio das ruas é lindo, definitivamente há muito mais do que os preços “de Free Shop” nesse canal rodeado por um país.
Mais um pin no nosso mapinha da vida, mais histórias pra contar e muita saudade pra sentir desses poucos dias por aqui.

Padrão

No banco as senhas de câmbio não tem “versão” preferencial. Pego uma preferencial geral, que tem outros 6 números na minha frente, nenhum deles pra câmbio. Resultado, levo mais tempo pra ser atendida na P do que pela senha comum.

Highlights: a atendente fofa do câmbio que disse que não podia me atender porque “ta cheio de preferencial que chegou primeiro” e o filtro com água no segundo andar, porém sem copos disponíveis que não sejam aqueles descartáveis de café, pra tomar um golinho de cada vez.

Ele

Estou 22-23ª semana de gravidez. Por aqui já passaram as fases de extrema maluquice, crises histéricas e momentos “não me sinto grávida”, “odeio o cheiro do mundo” e “se esse bebê não for MUITO fofinho eu não o perdôo por esse enjôo”. Minha amiga Ana disse, e eu só concordei, a grávida tem ~a coisa do exagero~ mesmo.

Mas sinceramente, tenho momentos de introspecção sempre, coisa que eu não tinha antes, e além disso notei principalmente um exagero de bom humor. Um humor imbecil, adolescente, com piadas pobres e risadas homéricas, que me diverte diariamente e suaviza qualquer pico de estresse.

Nos últimos 2 dias, marido viajando, eu tentei abrir um vidro de palmito e um vidro de geléia sem sucesso. Chorei algumas vezes e não estou achando muita graça nas coisas. Meu eu introspectivo começou a traçar associações e comecei a agradecer aos céus por ter me proporcionado viver com a pessoa que me inspira orgulho, paixão, felicidade e, principalmente, me gerou o inédito desejo de ter filhos, pra dar de presente pro mundo uma mini versão nossa com 50% da energia incrível que ele tem.

Ele é visceral, intenso, tem talento e carisma como ninguém. É a pessoa mais querida que já conheci. E é por isso que, mesmo tendo a certeza de que ele vai dizer que eu estraguei o console da TV a cabo quando chegar em casa, eu amo essa pessoa profundamente e me emociono com suas conquistas e projetos.

Talvez tenha um pouco d’ ~a coisa do exagero aí, mas garanto que pela sensação que tenho em mim existe margem de erro o suficiente pra deixar o texto bem verossímil.

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