Tem medo?

Há alguns meses estive no Rio de Janeiro com amigos, e me surpreendi ao me ver tranquilamente indo/voltando do apartamento para o barzinho a noite, a pé.

Não me recordo da última vez que caminhei pelas ruas de Brasília após as 20h00. Definitivamente faz mais de 10 anos. Por um senso de auto preservação, declarei meu próprio toque de recolher.

Acho que me antecipei. O ano de 2014 está me chocando diariamente, com notícias de assaltos, tiros, sequestros, violência aleatória.

Ontem tive o desprazer de assistir ao noticiário local. Um vídeo mostrava um assaltante sendo pego após um furto em um ônibus. Foram necessários 3 policiais e um transeunte pra conseguirem algemar o bandido que se debatia e agredia os policiais, reagindo à prisão. O EXTREMO DESPREPARO dos policiais é gritante! A arma do policial chega a cair no chão! Uma cena digna de uma comédia policial.

Já era sabido que o DF tem as regiões mais violentas do país. E me incomodava o fato da nossa Bras-ilha estar alheia à isso, na nossa bolha imaginária do Plano Piloto. E a bolha estourou.

Eu não sei sobre vocês, mas eu não tenho a intenção de passar os próximos anos vendo esse cerco se fechar cada vez mais, e tendo que engolir o caos dessa polícia – para a qual eu precisarei de um outro post pra comentar.

eu quis

E vai melhorar? Além da trapapolícia, vai vendo como estão sendo tratadas as crianças e adolescentes por aí…

À Merda. Bom dia.

Enquanto eu tive dificuldade em lidar com meu eu, me achava incapaz de muita coisa. Enquanto acreditei na força dos genes para definição de personalidade – fato pregado a torto e direito nas ~Minhas Gerais~ – e enquanto meu inconsciente achava que pra SENTIR era preciso SOFRER, era assim que eu vivia. Sofrendo. Com dor daqui e dor dali. As minhas dores, as dos outros, as que eu criava e as que criavam pra mim. Um pouco vindo da aceitação que aprendi a ter desde sempre, com medo de decepcionar os outros.

Hoje eu acredito que nossos limites são guiados pelas crenças que temos em nós mesmos. E a (i)limitação geralmente vem no tamanho no input que nos dão – e que aceitamos. Tenho a sorte de ter um marido que acredita no meu potencial e trabalhar com uma equipe que sempre me põe pra cima, além de todas as figuras amadas que tanto me inspiram no meu viver.

Minha energia baixou na última semana, principalmente pelo fato de ter passado pela terceira crise de enxaqueca em menos de um mês. E pela nítida sensação de que eu as tenho quando não consigo “digerir” sentimentos negativos, e muito menos mandá-los à PQP.

Gostaria, portanto, com esse post, formalizar um grandessíssimo À MERDA à todos os meus abacaxis e aos centralizadores de problemas alheios como eu =)

Bom dia.

fraase