Feels like home

As vezes preciso me repetir pra relembrar as pequenas coisas que aprendi com a vida que me fazem querer ser melhor. Minha maior terapia e a mais eficiente e falar, falar e falar. Tento replicar conhecimento alheio e próprio pra suavizar situações, trazer mais leveza pra correria e diversão pra quebradeira.

Das coisas que mudaram a minha vida – além de “a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena” e “muito ajuda quem não atrapalha” (viva Chaves) – e que gosto de relembrar:

-A vida não é fácil, não é segura e não é justa. Mesmo assim devemos ser gratos a nossos pais pelo dom de tê-la, porque é indiscutivelmente uma bênção;
-Pertencimento é um dos pilares da vida. Estar onde se quer estar, se sentindo bem com o que se está fazendo é garantia de sucesso. Ou da percepção do sucesso (pra que mais?);
-Reconhecimento é opcional. Água, sono e amor são necessários;
-Um copo de água e senha de wifi não se nega a ninguém;
-Problema é desafio. Erro é aprendizado. Conhecimento é mato;
-Humildade nunca é demais;
-Paciência nunca é demais;
-Pedir ajuda é um baita ato de coragem <3 -Expectativa atrapalha, projetos animam; flower

Eu tenho vontade de engolir o mundo inteiro as vezes. Mil projetos, e a ansiedade em dar o primeiro passo e depois ir adiante. E vez por outra me sinto completamente perdida – como foi que eu vim parar aqui meu Deus do céu… e de repente – pra quem acredita em acaso – as forças do universo vem e montam um quebra-cabeças de luz na sua frente, explicando tudo. Daí vem essa sensação: pertencimento. Sentir na vida e no dia a dia o mesmo conforto que pode-se sentir ao chegar em casa, se descalçar e ficar em família. Em outra escala, mas com igual leveza.

Sim, eu estou no lugar que deveria estar, dando o melhor de mim, no momento certo da minha vida. Não é perfeito, nunca será. Precisava de mais 2 ou 3 dias na semana pras coisas saírem mais certinhas, como eu gostaria realmente, mas não tendo tu, vai tu.

Esperando, curtindo, amando, aprendendo e sorrindo.

=D

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Meu eu(fórico) versão otimista tem sido predominante nos meus dias. Piadas freqüentes, sorriso, boas expectativas se sobrepõem ao meu cérebro com indícios de estafa e a enxaqueca do inicio da seca.
Pois no meio de tanto discurso lindo, de tanta mobilização, daquele ar esperançoso, a gente sempre vê os sinistros. Gente na contramão do bom senso, gente que não quer assim, gente que não entendeu.
Mas ninguém tá satisfeito. Não estamos sozinhos, e como está não vai ficar.

Meu futuro filho(a) agradece.

Arrupiando

Ainda na onda do amor… antes das 10h00 da manhã e já me subiu dois arrepios hoje.

1 – Tocou Tiny Dancer no rádio. Parabéns pra mim que não chorei ouvindo essa música hoje. Mas arrepiei pela primeira vez antes mesmo do “HOLD ME CLOSER TINY DAAAAAANCEEERR”. Thank you, Sir.

2 – Abri essa página ontem e não tinha lido ainda. Tome lá:

ANTONIO PRATA

Recordação
‘Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não?’

“Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora para percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio, aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado”.

Meu espanto, contudo, não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1º de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho, lá em Santos, e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o que, né? Se Deus quis assim…”.

Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo e consegui encaixar um “Sinto muito”. “Obrigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano, mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.”

“Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar.” “E aí?!” “Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: Entra’. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação’.”

Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas 50 pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. “Olha a data aí no cantinho, embaixo.” “1º de junho de 1988?” “Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo 25 anos, hoje. Ali do lado da banca, tá bom pra você?”

antonioprata.folha@uol.com.br

the chills

Love, no matter what

A situação na Turquia me causou uma confusão mental, entre a beleza das pessoas comuns se sensibilizando e as imagens fortes de jovens mortos. Saiu no jornal a notícia de uma senhora, aqui em Brasília, que foi presa por agredir vendedores negros, e ainda tivemos um país criminalizando o casamento gay.

Pra mim sempre soou estranho dar os mesmos “direitos” humanos à pessoas que não o ferem em sua raiz, que é o respeito ao próximo. Se alguém tira a vida de uma pessoa em um surto de selvageria, que como selvagem seja tratado. É uma posição radical, eu sei, mas minha mente ainda não conseguiu um argumento forte o suficiente pra mudar isso minha opinião (porém percebo que não desenvolvo muito o raciocínio porque me sinto cruel demais depois de certo ponto. Deixo isso aos menos sensíveis).

Direitos humanos. Falei em respeito, certo? Porém, hoje assisti a um vídeo que me comoveu a ponto de me arrancar lágrimas algumas vezes em vinte e poucos minutos, e resolvi mudar meu discurso. Minhas frases clichê hippie-zen já continham “Mais amor por favor”, “O amor é o caminho, a verdade e a vida” (essa tatuada no braço), “Amar a todos, confiar nos seus”, entre outras. O entendimento e a intensidade desses dizeres ganharam basicamente mais intensidade e importância.

Ainda essa semana, conversando com um amigo que está passando por problemas de relacionamento, eu mencionei como é importante termos cuidado, respeito e empatia por aqueles que amamos mais: nossos companheiros e família. No mesmo dia, uma amiga pede uma força, pra eu participar de uma campanha de dia dos namorados, declarando meu amor no Facebook (criei o link http://tinyurl.com/clicaecurteplz pra fazer campanha, estejam à vontade pra reforçar, hshshs) e como em todas as vezes que parei pra escrever sobre meu maridón, me deu aquele calorzinho no coração, um orgulho de ter alguém que compartilha meus ideais, que se também se importa com o bem-estar alheio e que me faz tão bem!

us

E assim, fazendo mini preces de gratidão ao cosmos, é que me vi numa imensidão de good vibes: eu também estou trabalhando numa campanha fofíssima para o dia dos namorados, e estamos captando histórias de amor. Todos os dias eu tenho acesso à algumas histórias de pessoas apaixonadas, que escrevem de coração sobre seus amados e as situações inusitadas que as fizeram chegar onde estão. É uma onda deliciosa, que tem me enchido de orgulho e esperança, que meus projetos estão dando certo e que esse mundo tem jeito sim 🙂

Continuarei dando crises de riso, enviando corações nas mensagens instantâneas, abraçando os amigos e dispersando parte dessa bola de amor que estou sentindo.